A criança, que nasceu prematura e enfrenta uma série de desafios de saúde — incluindo hidrocefalia e uma má formação congênita no sistema nervoso — utiliza cadeira de rodas para se locomover. Segundo a mãe, Jéssica Andrade, a filha já passou por seis cirurgias.
“Ela é o nosso milagre. Foram seis cirurgias e graças a Deus ela não ficou com sequelas. O único atraso que ela tem é ao andar”, contou. Jéssica relatou que o atropelamento ocorreu instantes após elas descerem do ônibus, no retorno de uma sessão de hidroterapia.
“A gente desceu do ônibus, foi para a faixa, aguardamos um pouco e o motorista do ônibus deu o ‘ok’ para a gente atravessar a rua”, disse.
A cadeirante foi atingida no momento da travessia. Apesar de não ter se ferido gravemente, o susto foi enorme, e a cadeira de rodas ficou danificada. A família, no entanto, não tem condições financeiras de arcar com o conserto. Segundo Jéssica, a identificação do veículo só foi possível graças às imagens registradas pelo carro que vinha atrás. “Graças a Deus o carro que estava atrás conseguiu pegar as imagens e a placa do carro”, destacou. Motorista que causou acidente que matou jovem no Alto da XV é alvo da polícia após ter prisão negada
A Polícia Civil já identificou a motorista. O delegado Edgar Santana, responsável pelo Dedetran, informou que ela será ouvida nesta terça-feira.
“A motorista já está intimada para dar os devidos esclarecimentos. O fato foi instaurado por ela ter fugido do local do acidente após o fato. É um atropelamento visível e a pessoa termina fugindo do local sem prestar qualquer tipo de amparo à vítima”, afirmou o delegado. O caso segue em investigação.
Fonte: Banda B

